terça-feira, 19 de maio de 2009

Ê saudade!

Lembro de ter lido um estudo feito há oito ou nove anos, no qual apontava "saudade" como sendo a sétima palavra no mundo mais difícil de traduzir para outra língua.
E a gente reclamando do português, hehehe. Porque, de fato, "saudade" é uma coisa que ninguém sabe como definir direito, mas todo mundo sabe a sensação provocada por ela. Pobres gringos que não têm essa definição em seus dicionários.
Em tempos de romantismos e pieguismos, "saudade" significava a sensação provocada pela ausência da pessoa amada. E não deixa de estar certo, mas a verdade é que essa sensação incide sobre tudo aquilo que amamos e gostamos.
Sentir saudade de uma grande paixão, de familiares, de amigos. Ah, esses últimos deixam mais saudade do que se possa imaginar! Isso porque quando o tempo passa, sabemos que eles são a parte mais presente de nossas lembranças: das festas mais divertidas, e daquelas que todo mundo acabou carregado para casa e ninguém lembrava de nada; dos jogos de futebol, seja no campo ou na frente da televisão; dos momentos em que nos reuníamos para estudar e o estudo acabava ficando para quando nos separássemos; dos momentos de tristeza que só eles poderiam ter presenciado, pois você não desabafaria com outra pessoa.
É, saudade realmente é complicado. E não só a tradução. Saudade dos amigos daqueles velhos tempos, então, é mais complicado ainda. Provavelmente pelo motivo de serem eles que construíram conosco os "velhos tempos" (como se eu tivesse 60 anos, mas não dá nada).
E se é complicada a saudade dos amigos dos velhos tempos, a saudade dos "velhos tempos", de lembrar como você era, o que fazia, do que e de quem gostava ou não, com certeza é muito mais complexa.
Quem viu que o tempo passou, ainda que não tanto, sabe do que eu falo. E do que eu sinto também.

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