Quando
pensei em escrever um blog, lá em 2008, acho que nem eu sabia direito o porquê
de começar essa microempreitada. Com o tempo e o acúmulo de afazeres –
principalmente –, comecei a abandoná-lo logo depois de sua criação. Ok, sendo
sincero, talvez o ponto essencial para que isso tivesse acontecido foi uma
pitada de falta de vontade, suficiente para ter parado completamente por mais
de dois anos. E aí comecei a refletir sobre o que teria me desestimulado. Falta
de assunto? Bom, não tenho um amigo que não me diga sobre o QUANTO eu falo.
Provavelmente não foi falta de assunto.
O
mais óbvio motivo deste abandono à blogosfera, pelo menos hoje, parece ser o
fato de que, como todo mundo, eu publicava na internet simplesmente porque queria
compartilhar meus pensamentos e ideias com os outros, mas, em um anseio
personalista, pretendia compartilhar tão somente GRANDES e IMPORTANTES ideias,
com o receio de que, se assin não o fizesse, tudo aqui se tornaria banal e fútil (aquele adjetivo temido no meio social
por todos). E aí foi o fracasso! Entre um e outro texto, tentei abordar da
maneira mais ampla possível a falta de apoio aos atletas brasileiros de
diversas modalidades olímpicas e a cobrança da mídia e da população em geral
que sofriam, em meio aos jogos de Pequim. Em outra postagem, tentei trazer toda
minha crítica – fresca naquele momento após um excelente evento sobre o direito
à memória e à verdade – à ditadura militar no Brasil. Em um ou outro dia de
inspiração, acabei escrevendo textos mais intimistas, falando de sentimentos
específicos, mas que provavelmente já foram vivenciados pela grande maioria das
pessoas.
Bom,
não preciso nem falar sobre o erro GROSSEIRO que é tentar trazer tudo que se quer
falar sobre um assunto amplo em um único texto. Cheguei a esboçar no papel
outros assuntos que queria abordar no blog, mas seguiriam o mesmo roteiro: iniciar
o texto querendo demonstrar a grandeza do assunto, jogar todos os argumentos e
críticas possíveis sobre o mesmo e encerrar o debate apontando uma grande solução.
Um orgulho, talvez, para aqueles manuais MEDÍOCRES de redação que são vendidos
como leituras obrigatórias para quem vai prestar o vestibular. Um lugar comum e
irritante, deveras irritante!
Mesmo
sem essa reflexão de agora, meu subconsciente ficou desanimado e fui cuidar de
meus deveres mais urgentes (entre eles, estudar, trabalhar, limpar a casa,
comprar pão, ligar para os amigos, etc.). Talvez porque é óbvio até para um
jovem falastrão de 20 anos (sim, eu sei, como se fizesse tanto tempo) que
querer falar tudo sobre tudo é quase um sinal de quem não tem nada a dizer. Não
que eu ache agora que aqueles textos de antigamente ficaram ruins (tanto que
vou mantê-los aqui, afinal tenho que me dar algum crédito), mas querer fazer
uma análise holística de qualquer assunto de relevância um pouco acima do
normal é estar fadado a fazer um longo texto em, que evidentemente, se acabará
em uma conclusão deveras rasa e reducionista.
Com
isso tudo, abandonei o blog e não pretendia reativá-lo mais... até esta semana!
(continua...)
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