quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Novo, mas nem tanto - Parte II: as redes sociais


Aí eu descobri que era bem mais divertido e interessante debater naquelas comunidades do Orkut do que escrever em um blog. Por uma questão ÓBVIA: interatividade. Convenhamos, quem sou eu para as pessoas pararem de fazer o que estão fazendo e virem aqui ler o meu blog sobre o que quer que seja e ainda se prestar a comentar? Felizmente, nos poucos textos que escrevi, tive alguns visitantes e uma ou outra pessoa comentou – menção honrosa para o Girley Brazileiro, cujo blog está ali naquela lista “Eu recomendo”, que elogiou meus escritos e me incentivou a continuar com o blog, o que me deixou bastante lisonjeado, porque quem conhece ele sabe a carga intelectual que esse homem tem.

Gostava muito de participar da comunidade da UFRGS no Orkut. O assunto, quase que invariavelmente, desbancava para a política, visto que o movimento estudantil na UFRGS sempre foi intenso e a demarcação dos espaços ideológicos era peleada em qualquer canto. Obviamente, não demorava muito para um tópico virar baixaria e salientar mais as rusgas pessoais dos participantes do que o debate em si. Mas, apesar de todos os pesares, era sempre interessante, afinal, era o meu meio. Gostava de discutir em outras comunidades também, mas nenhuma me marcou tanto quanto a da minha Universidade. Ao mesmo tempo, participava em cada vez mais listas de e-mails, principalmente a dos amigos e companheiros do Coletivo A Estrada Vai Além do Que Se Vê (grupo estudantil político da Faculdade de Direito), em que grandes e interessantíssimos debates foram travados – e eu sempre criticado por escrever e-mails longos de mais.

Lá pelas tantas, já na segunda metade de 2009, tive conhecimento do Twitter. Essa rede social se tornou, em pouco tempo, meu grande passatempo. No início achei estranho, mas a incrível possibilidade de interagir com todos da rede me fascinou. E, por incrível que pareça, consegui fazer dele uma ferramenta útil. Isto porque diversos blogueiros, jornalistas, advogados, professores e diversas pessoas que realmente vale a pena ler o que escrevem aderiram ao Twitter. Até perfil de órgãos oficiais e ONGs foram surgindo. E não raro era existirem links para notícias, textos de opinião, sites interessantes e afins.

Descobri uma rede social que não usei para amizade – claro que seguia os meus melhores amigos –, mas tive como principal mecanismo usá-lo para a informação. Em pouco tempo, confesso, o Twitter se tornou minha principal fonte de notícias. Já ostentava, há algum tempo, um certo asco pela grande mídia (Rede Globo, Record, Band, RBS), e, mesmo em relação aos jornais que nutro mais respeito, tinha uma divergência ideológica muito grande com quem se dizia “neutro” (tipo a Folha de São Paulo). O Twitter se transformou a uma alternativa a isto tudo. Tenho que registrar, inclusive, que comecei a pensar o tema da minha monografia de conclusão – sobre o aborto de fetos anencéfalos – graças ao twitter de um blog, o Vai Pensando Aí. E os debates eram sempre interessantes – cheguei a discutir, por alguns tweets, com a candidata do Rio Grande do Sul ao Senado Ana Amélia Lemos, durante a campanha eleitoral de 2010. A desvantagem era as mensagens curtas (140 caracteres) somada à minha incapacidade de escrever pouco.

Daí veio a febre Facebook que, por permitir as pessoas escreverem mais (e por terem mais pessoas interagindo), foi descongestionando o Twitter um pouco. Eu entrei nessa também. E foi, depois de muito utilizar esta ferramente, que pensei em reativar o blog.
(continua...)

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