Aí eu descobri que era bem
mais divertido e interessante debater naquelas comunidades do Orkut do que
escrever em um blog. Por uma questão ÓBVIA: interatividade. Convenhamos, quem sou eu para as pessoas pararem de
fazer o que estão fazendo e virem aqui ler o meu blog sobre o que quer que seja
e ainda se prestar a comentar? Felizmente, nos poucos textos que escrevi, tive
alguns visitantes e uma ou outra pessoa comentou – menção honrosa para o Girley
Brazileiro, cujo blog está ali naquela lista “Eu recomendo”, que elogiou meus
escritos e me incentivou a continuar com o blog, o que me deixou bastante
lisonjeado, porque quem conhece ele sabe a carga intelectual que esse homem
tem.
Gostava muito de participar
da comunidade da UFRGS no Orkut. O assunto, quase que invariavelmente,
desbancava para a política, visto que o movimento estudantil na UFRGS sempre
foi intenso e a demarcação dos espaços ideológicos era peleada em qualquer
canto. Obviamente, não demorava muito para um tópico virar baixaria e salientar
mais as rusgas pessoais dos participantes do que o debate em si. Mas, apesar de todos
os pesares, era sempre interessante, afinal, era o meu meio. Gostava de
discutir em outras comunidades também, mas nenhuma me marcou tanto quanto a da
minha Universidade. Ao mesmo tempo, participava em cada vez mais listas de
e-mails, principalmente a dos amigos e companheiros do Coletivo A Estrada Vai
Além do Que Se Vê (grupo estudantil político da Faculdade de Direito), em que
grandes e interessantíssimos debates foram travados – e eu sempre criticado por
escrever e-mails longos de mais.
Lá pelas tantas, já na
segunda metade de 2009, tive conhecimento do Twitter. Essa rede social se
tornou, em pouco tempo, meu grande passatempo. No início achei estranho, mas a
incrível possibilidade de interagir com todos da rede me fascinou. E, por
incrível que pareça, consegui fazer dele uma ferramenta útil. Isto porque
diversos blogueiros, jornalistas, advogados, professores e diversas pessoas que
realmente vale a pena ler o que escrevem aderiram ao Twitter. Até perfil de
órgãos oficiais e ONGs foram surgindo. E não raro era existirem links para
notícias, textos de opinião, sites interessantes e afins.
Descobri uma rede social que
não usei para amizade – claro que seguia os meus melhores amigos –, mas tive
como principal mecanismo usá-lo para a informação. Em pouco tempo, confesso, o
Twitter se tornou minha principal fonte de notícias. Já ostentava, há algum
tempo, um certo asco pela grande mídia (Rede Globo, Record, Band, RBS), e,
mesmo em relação aos jornais que nutro mais respeito, tinha uma divergência
ideológica muito grande com quem se dizia “neutro” (tipo a Folha de São Paulo).
O Twitter se transformou a uma alternativa a isto tudo. Tenho que registrar,
inclusive, que comecei a pensar o tema da minha monografia de conclusão – sobre
o aborto de fetos anencéfalos – graças ao twitter de um blog, o Vai Pensando
Aí. E os debates eram sempre interessantes – cheguei a discutir, por alguns
tweets, com a candidata do Rio Grande do Sul ao Senado Ana Amélia Lemos,
durante a campanha eleitoral de 2010.
A desvantagem era as mensagens curtas (140 caracteres)
somada à minha incapacidade de escrever pouco.
Daí veio a febre Facebook
que, por permitir as pessoas escreverem mais (e por terem mais pessoas interagindo),
foi descongestionando o Twitter um pouco. Eu entrei nessa também. E foi, depois
de muito utilizar esta ferramente, que pensei em reativar o blog.
(continua...)
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